Livro de Michael Sandel fala de Justiça

O livro é uma jornada de reflexão moral e política. Convida o leitor a submeter suas próprias visões sobre justiça ao exame crítico – para compreender melhor o que pensa e por quê.

Livro Justiça. Confronto de ideias

R$25,00. Adquira agora o seu

O autor dramatiza o desafio de meditar sobre conflitos e dilemas morais, de maneira simples e de fácil compreensão, com exemplos práticos do cotidiano. O livro mostra como uma abordagem mais segura da filosofia pode nos ajudar a entender a política, a moralidade e também rever nossas convicções.

A vida em sociedades democráticas é cheia de divergências entre o certo e o errado, entre justiça e injustiça.

Algumas pessoas defendem o aborto, outras o consideram crime. Uns acreditam numa justiça em que o rico deve ser taxado para ajudar o pobre, enquanto outros não acham certo cobrar taxas sobre dinheiro recebido por alguém, como resultado do próprio esforço.

Tem gente que defende o sistema de cotas na admissão ao ensino superior, como meio de remediar erros do passado. Mas existem aqueles que consideram esse sistema uma forma injusta de discriminação invertida contra pessoas que merecem ser admitidas pelos seus próprios méritos.

Alguns rejeitam a tortura de suspeitos de terrorismo, por considerarem um ato moralmente abominável e indigno de uma sociedade livre. Já outros a defendem, acreditando ser um recurso extremo para evitar futuros ataques.

Justiça – o que é fazer a coisa certa.

Autor: Michael J. Sandel.
Tradução: Helena Matias e Maria Alice Máximo.

6ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012, 350 págs.
Livro usado em bom estado de conservação.

Frete Grátis em Presidente Prudente/SP.

R$25,00

Adquira agora esse livro


Como podemos raciocinar claramente no disputado terreno da justiça e da injustiça, da igualdade e desigualdade, dos direitos individuais e do bem comum? Enfim, o que é fazer a coisa certa diante dos dilemas morais enfrentados no dia dia e até em casos mais extremos das nossas vidas?

São muitos os temas instigantes, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo e o suicídio assistido, passando pelo aborto, imigração, pela problemática dos impostos, do lugar da religião na política, dos limites morais do mercado, da questão das células-tronco, entre outros.

O livro Justiça é um convite oportuno para renunciarmos a disputas políticas, uma leitura na qual avaliamos se somos capazes de ter uma discussão sensata sobre o tipo de sociedade em que, realmente, queremos viver.

Será que a política pode se dissociar das questões religiosas e morais?

O estado deve interferir na vontade do indivíduo?

Seria a moral uma questão de avaliar quantitativamente os fenômenos e de pesar custos e benefícios? Ou alguns deveres morais e direitos humanos são tão fundamentais que estão acima de cálculos dessa natureza?

Se certos direitos são assim fundamentais, sejam eles naturais, sagrados, inalienáveis ou categóricos – como podemos identifica-los? E o que os torna fundamentais?

O mercado livre é justo? Às vezes, é errado dizer a verdade? Matar é, em alguns casos, moralmente justificável?

É possível ou desejável legislar sobre a moral? Os direitos individuais e o bem comum estão necessariamente em conflito?

Se a reflexão moral consiste em harmonizar os julgamentos que fazemos com os princípios que afirmamos, como pode tal reflexão nos levar à justiça ou à verdade moral?
Ainda que conseguíssemos, durante toda vida, alinhar nossas intuições morais e os princípios que fundamentam nossa conduta, quem garante que o resultado disso não seria um mero amontoado de preconceitos com coerência interna?

É errado que vendedores de mercadorias e serviços se aproveitem de um desastre natural, cobrando tanto quanto o mercado possa suportar?

Em caso positivo, o que, se é que existe algo, a lei deve fazer a respeito?

O Estado deve proibir abuso de preços mesmo que, ao agir assim, interfira na liberdade de compradores e vendedores de negociar de maneira que escolherem?

Todas essas questões não dizem respeito apenas à maneira pela qual os indivíduos agem perante uns aos outros. Elas tratam também de como a lei deve ser e de como a sociedade precisa se organizar.

São questões sobre:

Justiça para todosE para responde-las, precisamos explorar o significado acerca dessa palavra.  Para tanto, o livro traz ideias de Aristóteles, Jeremy Bentham, Immanuel Kant, John Stuart Mill, Robert Nozick e John Rawls.
São filósofos que falam sobre justiça e direitos, obrigações e consenso, honra e virtude, moral e lei. Nesse sentido, o livro discute os prós e contras de três abordagens existentes sobre justiça:

  • A primeira é a utilitarista. Segundo ela, devemos definir a justiça e determinar a coisa certa a se fazer perguntando-nos o que maximizará o bem-estar, ou a felicidade da sociedade para o maior número de pessoas;
  • A segunda abordagem associa justiça com a liberdade. A maioria do pensamento libertário enfatiza o respeito aos direitos individuais e à liberdade de escolha.
    Na justiça que começa pela liberdade, há calorosas disputas entre dois campos rivais – o do laissez-faire e o da equanimidade. No laissez-faire, estão os libertários do livre mercado, os quais acreditam numa justiça em que se possa respeitar e preservar as escolhas feitas por adultos conscientes. Já o campo da equanimidade é defendido por teóricos de tendência mais igualitária. Eles argumentam que mercados sem restrições não são justos nem livres.
    Sendo assim, a justiça requer diretrizes que corrijam as desvantagens sociais e econômicas, dando a todos oportunidades justas de sucesso. Mas qual seria a medida certa do que é justo?
    Uma pergunta intrigante, haja vista que, para o pensamento libertário, o valor moral dos objetivos que perseguimos, bem como do sentido e do significado da vida comum que compartilhamos, situa-se fora do domínio da justiça.
  • E por fim, a terceira vertente de justiça a enfatiza como o cultivo da virtude e da preocupação com o bem comum e com a vida boa. A noção de uma sociedade justa, baseada em certas virtudes e concepções do que seja uma vida boa, vem inspirando movimentos políticos e discussões que atravessam o espectro ideológico.
    Porém, como podemos, exatamente, a partir dos julgamentos que fazemos de situações concretas, chegar a princípios de justiça que acreditamos ser aplicáveis a todas as situações? Em suma, em que consiste o raciocínio moral, a virtude e a vida boa?
Autor do livro Justiça

Michael Sandel

Michael J. Sandel é escritor, professor universitário, ensaísta, conferencista e palestrante estadunidense. Suas palestras e aulas costumam ser verdadeiros questionamentos sobre os princípios contemporâneos da justiça, sempre com frases e aforismos instigantes e reflexivos.

Ele é responsável pelo famoso curso de justiça e, desde 1980, leciona filosofia política na Universidade de Harvard. Sandel nasceu em Minneapolis no ano de 1953. É considerado um dos mais importantes filósofos de sua geração.

Em 2014, esteve em Porto Alegre no circuito de palestras do Fronteiras do Pensamento.
Suas principais influências filosóficas são John Lock, Immanuel Kant, John Stuart Mill, John Rawls, Charles Taylor e Michael Walzer.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *